quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

AI ESTA I.C.A.R....

Mais uma vez a Igreja Católica meteu "os pés pelas mãos"...

Desta feita não foi o papa, mas outro alto dignatário católico, nada mais que o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.
Num debate descaiu-se que as mulheres católicas devem "pensar duas vezes" antes de casar com um muçulmano.
E eu a pensar que o mais importante num casal era o Amor...

Numa época em que se fala de Tolerância entre Religiões, em que existem bastantes encontros ecuménicos, em que cada vez mais se debate a Religião na Sociedade, atitudes destas demonstram um certo ultra-conservadorismo por parte da I.C.A.R que nada tem a haver com a época em que vivemos e muito menos com a tentativa de limpar uma imagem um pouco antiquada desta Igreja.
Condenam os islamitas pelas suas atitudes extremistas, os judeus pelo seu ortodoxismo e depois de tempos a tempos aparecem comentários deste tipo que em nada a dignificam...

Não deveria a I.C.A.R. andar mais preocupada na envangelização de crentes, se preocupar com os pobres e doentes, acima de tudo honrar o que vem descrito na Bíblia e nos ensinamentos de Jesus Cristo?!
É que não é à toa que cada vez mais esta Igreja vai perdendo fieis para outras confissões cristãs e é por este tipo de comportamentos que se afastam os seus fieis, dos quais me incluo eu.

De fato cada vez mais acho que ser sacerdote na I.C.A.R. não é uma vocação mas mais uma profissão como as outras...

13 comentários:

António de Almeida disse...

Mais uma vez a Igreja Católica meteu "os pés pelas mãos"...

-D. José Policarpo falou enquanto cidadão, representa-se a si próprio como qualquer outra pessoa. A hierarquia da I.C. não tomou posição sobre este assunto, embora em tempos, o Papa João Paulo II tenha expressado a mesma opinião. Mas se quer saber, D. José Policarpo foi absolutamente certeiro, sabe o Nuno que se quisesse não poderia casar com uma mulher muçulmana? É que segundo a Lei islâmica, a mulher quando casa passa a pertencer ao marido, por isso uma mulher islâmica não pode casar com um católico ou judeu, porque passaria a obedecer a outra religião. Da mesma forma, sabe o Nuno que uma mulher portuguesa que case com um muçulmano, mesmo de férias num país islâmico já está sujeita à Lei local? Claro que tudo isto é nada, a liberdade individual deve prevalecer, se uma mulher portuguesa quiser casar com um cidadão islâmico, por mim faça favor, aliás, o Cardeal não defendeu qualquer proibição, mas já agora convinha estar informada ao que vai, um pouco assim como ler as letras miudinhas do contrato...

NuNo_R disse...

Boas António...

Bem sei que D. José Policarpo apenas expressou a sua opinião, mas tal como todas pessoas que deteem cargos públicos ou religiosos, devem os mesmos ter cuidado com as afirmações que fazem para não "mancharem" as organizações a que pertecem e apenas por isso.

Não é a primeira vez que acontece este tipo de situações com a ICAR, o que acho que não deve acontecer. Deve antes a ICAR esta preocupada co outras situações.

é claro que um defensor dos direitos pessoais e humanos como eu, não poderá concordar com a forma que o matrimónio muçulmano é feito. Em que a mulher fica "refém" do seu esposo e quase sem direitos alguns.
Mas tb não deve a ICAR meter-se nos assuntos de outra confissão religiosa quando ela mesma não consegue resolver os seus problemas internos.

E nos dias que correm em que existem islamitas pelo mundo fora, é fácil uma mulher não muçulmana saber ao que vai quando casa com um muçulmano. é só "abrir " os olhos ou ligar a tv e ver os abundantes documentários sobre esta religião e sobre o que se passa nos paises muçulmanos.

A minha critica vai mais para o fato de o Cardela Patriarca de Lisboa nada ter a haver com a decisão omada em consciencia por outrém na sua opção familiar ou religiosa.
Ele que "olhe para dentro" e que veja o que se passa no "seu convento"...

abr...prof...

António de Almeida disse...

E nos dias que correm em que existem islamitas pelo mundo fora, é fácil uma mulher não muçulmana saber ao que vai quando casa com um muçulmano. é só "abrir " os olhos ou ligar a tv e ver os abundantes documentários sobre esta religião e sobre o que se passa nos paises muçulmanos.

-Neste ponto é que reside o problema, algumas pensam que só ficariam sujeitas à Lei se lá vivessem, mas se forem de férias já estão sujeitas à mesma, o que tem gerado alguns casos diplomáticos complicados, envolvendo países da U.E.

NuNo_R disse...

Bem sei.
Sempre que uma mulher "ocidental" vai a um país islamico por norma deve cobrir a cabeça e ter outros "cuidados".
Mas isso apenas é seguir a tradição desses países e não tentar ofender a sua cultura. da mesma forma que quando outras gentes veem ao nosso pais e teem de respeitar as nossas tradições e culturas.

O que o cardeal patriarca de Lisboa deveria ter feito era ter um pouco de cuidado nas palavras que usa para não menosprezar as mulheres muçulmanas neste caso concreto.

Bem sei que o fez a tutulo pessoal e talvez num ambiente mais relaxado, mas de qualquer forma, todas as pessoas que deteemm cargos religiosos ou públicos, devem as mesmas ter cuidado com o que dizem para não mancharem as organizações a que pertencem.
Talvez o sr.cardeal tenha dito o que disse com amelhor das intenções, mas o mesmo não serve de desculpa para ele, pois ofendeu a cultura muçulmana.
Que é uma cultura com certas tradições muito bonitas apesar de a mulher ser bastante "prejudicada" em relação aos seus direitos pessoais.

abr...prof...

Tiago R Cardoso disse...

O patriarca estava tão bem calado, graças a estes espíritos retrogradas é que a Igreja está como está.

R. da Cunha disse...

Também já me referi a este assunto, noutro local. É um assunto que tem que ser tratado com pinças e não creio que o modo como foi dito ajude a apaziguar os ânimos. E também creio que nem todas as correntes islamitas sejam exactamente iguais. Qualquer união entre credos diferentes deve ser bem pesada antes de ela ocorrer. O facto de o Cardeal não representar a Igreja, não tira menos peso às suas palavras, para o cidadão comum, que julga ser ele (o Cardeal) a expressão da Igreja portuguesa.

A. João Soares disse...

Com tais palavras, o cardeal veio demonstrar que embora se trate de duas religiões cada uma com um Deus único, há diferenças, ódios e vinganças entre elas. Incitamentos a guerras, como está a ver-se no Médio Oriente. O fanatismo e a ânsia de aumentar o numero de seguidores cria uma rivalidade mortal. O próprio ecumenismo está muito lindo mas cada uma quer ganhar pontos sem nada ceder.
Um abraço
João

Justiniano I disse...

À 1ª vista, a opinião de D. José Policarpo choca, contudo creio que a sua ideia era apenas alertar para o facto de muitas vezes as mulheres fascinadas com as diferenças entre paises e religiões, se sentirem tentadas a viverem a religião muçulmana. E, o pior vem depois quando as tradições e imposições veem à luz, ao dia a dia. Quando se apercebem que perderam tudo, tudo o que tinham nas melhores ou piores democracias.

umquarentao disse...

A origem do TABÚ-SEXO

Nos tempos mais remotos da existência humana, o ser humano viveria duma forma em tudo semelhante à de outros animais mamíferos do planeta Terra. Consequentemente, podemos dizer que, nesses tempos mais remotos, as fêmeas humanas teriam possuído toda a Liberdade e Independência.

Depois, mais tarde, pela necessidade de luta pela sobrevivência, ou pela ambição de ocupar e dominar novos territórios, alguém fez uma descoberta extraordinária (um truque que permite alcançar uma vantagem competitiva demográfica): A REPRESSÃO DOS DIREITOS DAS MULHERES!
A Repressão dos Direitos das Mulheres tinha como objectivo tratar as mulheres como uns meros 'úteros ambulantes'... para que as sociedades ficassem dotadas duma Vantagem Competitiva Demográfica!!!
De facto, quando as guerras eram lutas 'corpo-a-corpo' o factor numérico (número de combatentes disponíveis) era de uma importância decisiva... visto que esse factor era (frequentemente) determinante na decisão das Batalhas (e das Guerras).

Depois, pela necessidade de luta pela sobrevivência, ou pela ambição de ocupar e dominar novos territórios, alguém fez uma nova descoberta extraordinária: O TABÚ-SEXO!
O Tabú-Sexo tinha como objectivo proporcionar uma melhor Rentabilização dos Recursos Humanos da Sociedade!!! De facto, o Ser Humano não é nenhum Extraterrestre: tal como acontece com muitos outros animais mamíferos, duma maneira geral, as fêmeas humanas são 'particularmente sensíveis' para com os machos mais fortes...
Analisemos o Tabú-Sexo:
- a sociedade dificultava o acesso das mulheres à independência económica;
- as mulheres que não casassem eram alvo de crítica social;
[portanto, como é óbvio, as mulheres eram pressionadas no sentido do Casamento];
- não devia haver sexo antes do Casamento;
- as mulheres não deviam procurar obter prazer no sexo;
- as mulheres que se sentissem sexualmente insatisfeitas, não podiam falar nesse assunto a ninguém, pois o desempenho sexual dos machos não podia ser questionado;
- era proibido o divórcio.
Conclusão óbvia: o Verdadeiro Objectivo do Tabú-Sexo eram montar uma autêntica armadilha às fêmeas... de forma a que estas fossem conduzidas a aceitar os machos sexualmente mais fracos!!! Dito de outra forma, o verdadeiro objectivo do Tabú-Sexo era proceder à integração social dos machos mais fracos!!!


P.S.
Os Islâmicos reprimem os Direitos das mulheres - elas são tratadas como uns 'úteros ambulantes' - com o objectivo de obterem uma vantagem competitiva demográfica. Se eles não tivessem sido derrotados em 732 D.C. (em Poitiers), hoje em dia todas as mulheres na Europa andavam com burkas enfiadas na cabeça.

Pata Negra disse...

Cale-se e case-se!
Se alguém o quiser!...
Um abraço apostólico

NuNo_R disse...

* Boas tiago...

Nem mais!!!

abr...prof...


* Boas r. da cunha...

é essa a minha critica. :)

Há que se ter cuidado quando se abordam determinados temas para que não se confundam opiniões pessoais com posições formais por parte de organizações...
E o cardeal correu esse risco ao proferir as afirmações que fez.
abr...prof...

NuNo_R disse...

* Boas A.João...

Concordo na íntegra com o que o Amigo afirmou.

abr...prof...


* Boas justiniano I...

Sei que tais palavras eram apenas um alerta. Mas foi um alerta "infeliz", pois pos em causa a estabilidade das relações católico-muçulmanas em Portugal e não sei se não terá outro tipo de repercurssões...
:(

abr...prof...

NuNo_R disse...

Boas quarentão...

O seu comentário nem tem a haver com o post apesar de abordar os diereitos da Mulher, mas agradeço de qualquer forma a sua visita.

abr...prof...