sexta-feira, 18 de maio de 2007

8,4...

Este número (8,4) é referente á Taxa de Desemprego no país. O que resulta em cerca de 470 mil desempregados.
Isto está mau, muito mau...

14 comentários:

Cristina disse...

ia péssimo! Bjs e bom fs

O Profano disse...

Olá cristina...
É lamentável a situação a que chegámos.
Tenho pena de quem perde o seu trabalho, pois o revés que dá á sua vida é enorme, mas também começo a ter pena dos que como eu (nós) trabalha dia a dia e começa a ver a sua situação laboral a começar a ser precária. E nos dias que correm não é dificil encontrar um bom emprego, o que já começa a ser difícil é encontrar trabalho...

BJS e Bom Fim de Semana (de sol...)

Ricardo disse...

Caro Profano,

Realmente a tendência é extremamente preocupante. Nem toda a subida é má se for conjuntural mas temos que repensar urgentemente a organização da nossa sociedade para orientá-la para a disponibilização de mais postos de trabalho.

Abraço,

O Profano disse...

bOas...
Um dos problemas é que á medida que vai aumentando o Desemprego, não se vão criando mais vagas de trabalho nem se criam novos postos de trabalho, pois os que existem e que se extinguem já eram de si poucos também.

Devia era o Estado na sua sede de "flexibilizar", harmonizar a situação e criar dispositivos ou mecanismos legais que regulassem este mesmo " entra e sai " de gente.
Devia tambem criar as bases de sustentação para uma Segurança Social digna do seu nome.

Penso que o "emprego para toda a vida" está para acabar ( apesar de eu o defender) devido á evolução que o "Trabalho" está a ter. E por isso deviam existir bases de apoio para os que ficam desempregados. Pois se o tempo de desemprego fosse pequeno ou fosse enquadrado em formação remunerada, não via com maus olhos essa situação. Mas sabemos que isso não existe e é utópico ( eu sou um sonhador...). Por isso é que quem cai nas malhas do Desemprego sabe que tão depressa não sairá de lá.
E o pior é as despesas, créditos e hipotecas contratadas, que concerteza o montante dos subsidíos de apoio ao desemprego não cobrirão.
E isto sim, para mim é o mais grave.

Mas não quero dizer com isto, que defenda que o Estado deva sustentar quem fica desempregado e depois não luta para voltar á vida activa ou que simplesmente quer "mamar" á conta dos outros. Isso não!
Ajuda sim, mas para quem realmente precisa.

Abr...Prof...

O Raio disse...

O que está a acontecer é uma consequência lógica da adesão à União Europeia e principalmente ao Euro.

Podem-se arranjar montões de desculpas, os portugueses não trabalham, os portugueses são ignorantes, os gestores portugueses são incompetentes, etc., etc., etc.

Mas há muito que eu prevejo o que está a acontecer. E se usar nenhuma destas desculpas...

Mas eu não sou ninguém, pouco interessam as minhas opiniões ou previsões.

Só que eu não sou o único que diz isso. O Professor João Ferreira do Amaral, Professor catedrático do ISEG há anos que diz isto tendo chegado a apelidar a política seguida pelos governos portugueses de "política suicida".

O Profano disse...

bOas raio...

Porugal não soube gerir correctamente os fundos e os montes de dinheiro que recebeu e agora estamos "arrasca".
Devia te-los aproveitado para consolidar a Segurança Social, mas preferiu investi-lo maioritáriamente em coisas visiveis e que dão votos, caso da expansão da rede viária ( tb já era preciso), o boom desregradodo sector da construção, a expo98, etc...
E agora que a torneira está quase a fechar é que a "malta" se vem lembrar que falta isto ou aquilo para mantermos esse padrão despesista de vida. Foi bom, mas como tudo na vida, não dura sempre. E agora querem a todo o custo equilibrar as contas e os orçamentos vários , numa furia contra os trabalhadores e os contribuintes, esquecendo-se que foram eles ( os governos sucessivos) que nos levaram a este caos em que agora estamos mergulhados.

Abr... Prof...

CHEVALIER DE PAS disse...

Profano,
Pois eu ainda lhe digo mais, há uns meses atrás, não sei dizer quando, vi publicidade feita a cursos de informática, vários, encontrando-me eu desempregada, fui à "empresa" que ía ministrar esses cursos, ACIFF, e disse que me queria inscrever em todos, fui informada que esses cursos apenas se destinavam a pessoas no activo, fiquei estúpida! Prosseguindo, nem de propósito recebo uma carta do IEFP para participar numa sessão de esclarecimento, a habitual, vira o disco e toca o mesmo, como procurar emprego e outras alternativas! no final da sessão deram-nos um papel para dar-mos as nossas opiniões, aproveitei a oportunidade para dar a minha e referir-me aos cursos, não sei exactemente o que disse, mas não foi agradável, também não me lembro se me identifiquei, penso que sim. Até hoje, do IEFP ZERO, e também penso que estou inscrita na formação profissional para desempregados (não tenho a certeza, mas penso que sim que me inscrevi, mas dou o benefício da dúvida) até hoje ZERO!
Estar desempregado, não é mesmo tirar um curso de parasita? Trabalham todos contra nós! Nós até queremos fazer cursos e não nos deixam, a mim não deixaram, isto é mas é um país de DOIDOS OU BURROS!

O Profano disse...

Olá chevalier...
Uma coisa tenho a certeza, não somos um país de "calinas". Não nos deixam é trabalhar. E correctamente.
São raras as empresas que tenham ou proporcionem boas condições de trabalho, já para não falar no resto.

Quanto á Formação...
Já no tempo de Guterres, a Educação era a sua paixão, mas como todas as paixões, a chama extingui-se.
Hoje em dia, é a Formação a paixão do actual governo. Sã as Novas Opurtunidades, os "Bolonhas"... É só formar e avulsamente. Não vejo depois é como se garante a qualidade de tais "formações".

No que respeita á formação para Desempregados. Ela é pouca e só serve para cortar o subsidio de desemprego, pois basta alguem recusar a dita formação para perder o respectivo apoio, nada mais.
Sendo assim, quem esiver na situação de desempregado tem que lutar por si proprio e enviar curriculos, ler jornais, etc... se não quiser ficar parado para sempre, porque o trabalho não cai do céu...

Mas com um amigo meu diz : "trabalho até há muito, não há é quem o queira fazer..."

bjs

Maria disse...

Será que Portugal está assim tão mal?
Não vejo manifestações dos portugueses sobre tal problema, nem tão pouco atitudes assumidas, simplesmente se limitam ás simples conversas de café.
Onde está essa raça de portugueses com coragem dos que perderam a Vida na luta por direitos?
Falar é fácil, fazer dá trabalho e claro o Medo impera, se falamos no dia seguinte ou estamos despedidos ou através de uma simples carta anónima estão os senhores da ASAE a inventar uma desculpa para nos fechar a porta do nosso local de trabalho.
Façam o favor de acordar antes que seja tarde...

O Profano disse...

Olá maria...
É por causa do descontentamento generalizado a todos os sectores, que foi convocada a greve geral para o dia 30 de Maio.
Tenho é sérias dúvidas quanto á adesão dos portugueses, pois uns sempre foram fura-greves, outros não podem faltar senão são despedidos, e outros pelo medo que t~em dos patrões e porque agora criaram um fantasma-controlador da base de dados dos grevistas.

Como bem dizes, o Medo impera...

bjs

Alma Nova disse...

Pois está! E pior vai ficar enquanto todos nos limitarmos às conversas de café e, seja por medo, ignorância, indiferença ou mera apatia e comodismo, nada fizermos para que mude...enfim, é o que temos e qo que merecemos. Jokitas.

O Profano disse...

OlÁ alma...
Eu sei que temos o que merecemos, apesar de eu acreditar que mereciamos melhor. Só não há é quem o faça...

bjs

Samir Machel disse...

E atencao que a definicao do INE nao contabiliza nem os desempregados que nao procuraram emprego ou os que desistiram de estar disponíveis para trabalhar.

Que nao se pense que estes sao preguicosos. Isso é a maior mentira que prega. O processo de desincentivo é orginário da própria sociedade e quem já experimentou um centro de desemprego sabe do que estou a falar...

http://obitoque.blogspot.com/2007/05/continuamos-espera.html

(PS - última frase a Octávio Machado)

O Profano disse...

O grave problema das estatistícas é que elas são sempre maquilhadas.

Pois até os desempregados de longa duração fazem parte de outra contabilização e nunca ( ou quase nunca) aparecem na "real" estatistica do Desemprego.
Assim é fácil enganar o povo.