segunda-feira, 26 de março de 2007

REFERENDO Á OTA...

Manuel Monteiro “quer” que se faça um referendo á questão da Ota. Também eu gostava... Mas se cairmos no risco de que cada decisão que o governo tenha de tomar ter de ser referendada, então os “senhores” que “habitam” em S.Bento não estariam lá a fazer nada, e pudería-se fechar “aquilo” para dar lugar a um museu, hotel de charme, etc etc etc. Mas não! Estes “senhores” estão lá a representar o Povo Português , e a legislarem e a tomarem as decisões necessárias para servir a Nação! Agora se o assim fazem, isso é que é outra conversa... Mas assuntos onde existe o fantasma do “despesismo” ou que aos olhos públicos pareçam medidas incongruentes, irresponsáveis ou que careçam de fundamentos técnicos, sociais ou de qualquer tipo; Deveriam os cidadãos darem a sua opinião sobre o assunto em questão através de referendos não vinculativos, que só serviriam para mostrar a opinião do Povo e a ajudar o governo nas decisões a serem tomadas.

2 comentários:

Ricardo disse...

Viva,

Se já não gosto da maneira como os referendos são feitos imagina o que penso em referendar assuntos destes.

Que tipo de pergunta podia ser feita? Talvez: "concorda com a construção do aeroporto internacional na ota?".

Se o resultado fosse sim... que significado tem? Que estamos de acordo independentemente do tipo de projecto?

Se o resultado fosse não... que significado tem? Que queremos obras na Portela? Que queremos o Montijo? Que não queremos nada? Que queremos o Rio Frio?

Este tipo de referendos só têm um resultado: demagogia galopante. Se não podemos votar na questão técnica - porque a isso não estamos habilitados - resta votar na solução política e esta tem milhares de variantes e mesmo a mais completa das perguntas era estar a votar no escuro.

Referendo? Não, obrigado!

Abraço,

O Profano disse...

BoAS Ricardo...
Se tivessemos de dar a nossa opinião em tudo o que nós achassemos importante e o governo ouvise, estaríamos numa situação complicada. Ou realmente levavam realmente em consideração a opinião do povo, ou claramente se precisassem de nós para fazerm algo, era sinal que isto estava mesmo mal. Quando falo em Referendos Não Vinculativos é em matérias de relevante importância como o caso das Drogas, Eutanásia e afins...
Abraços Profanos